25 de setembro de 2023

𝕯𝖎𝖈𝖆 𝖉𝖊 𝕷𝖊𝖎𝖙𝖚𝖗𝖆: 𝕺 𝖗𝖊𝖙𝖗𝖆𝖙𝖔 𝖉𝖊 𝕯𝖔𝖗𝖎𝖆𝖓 𝕲𝖗𝖆𝖞

Londres, 1890. Entre médicos e monstros, assassinatos e mistérios, uma história sobre imortalidade, beleza e criminalidade é criada por uma das mentes mais indomáveis da história da literatura. 
O Retrato de Dorian Gray, a história da pintura maldita que se degrada com a passagem das décadas, deixando o seu modelo intocado pelo tempo, único romance de Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray combina o apuro literário e estético de seu autor com uma trama sombria, pontuada por paixões, crimes e a brilhante e sarcástica verve wildeana. 
Publicado em 1890 na revista norte-americana Lippincott’s, o romance foi relançado em livro um ano depois em uma edição que censurou diversos trechos da obra. Dorian Gray primeiramente ofendeu uma geração vitoriana que encontrou na relação entre os amigos Dorian, o jovem retratado, Basil, o pintor apaixonado, e Henry, o lorde cínico, “o amor que não ousava dizer o seu nome”. Depois, fascinou leitores, críticos e artistas, que viram no enredo que remete ao mito de Fausto o Evangelho de um decadentismo que acredita em uma vida de arte, prazer e fascínio sensorial. 
Tudo isso em meio a um fim de século no qual a convenção e a moralidade corroíam qualquer prazer que a existência humana poderia desfrutar. 
A edição traz ainda o dossiê “Retratos de Oscar Wilde”, com registros fotográficos do autor, as duras resenhas que o romance recebeu, o apimentado debate entre os críticos e o próprio Wilde e um texto de Gasparelli sobre os julgamentos que levaram Wilde à prisão em 1895. 
A edição inclui ainda seu ensaio “Caneta, Tinta e Veneno” e uma seleção de poemas compilada e traduzida por Tavares, além das ilustrações originais do pintor e impressor Henry Keen, produzidas em 1925 para a edição norte-americana deste clássico. 
O Retrato de Dorian Gray é um romance sobre a destruição da vida através da perfeição da arte, dos preços que pagamos pelos crimes deixados em segredo, das paixões nominadas e inomináveis que transformam quem somos naquilo que deveríamos ser, não pelos outros e sim por nós mesmos. 
Com seu romance, Oscar Wilde pede que reinventemos a nós mesmos pela arte, a beleza e a paixão, justamente o que a sociedade e a moralidade desaconselham. Assim como Dorian, você também colocaria a arte, o prazer e o desejo acima de todas as coisas?
Editora: ‎Darkside; 
1ª edição (15 outubro 2021) 
Idioma: ‎Português 
Capa dura: ‎320 páginas
Disponível: AMAZON
Sobre o Autor:
Oscar Wilde nasceu em 1854, formou-se na Trinity College de Dublin, sua cidade natal, depois na Universidade de Oxford, onde começou a se sobressair tanto pela personalidade marcante quanto pelo talento. Em 1878, mudou-se para Londres, onde solidificou a carreira de escritor e conferencista, publicando a primeira coletânea de poemas em 1881. 
Em 1883, casou-se com Constance Lloyd. Publicou nos anos seguintes uma série de textos curtos, assumiu a edição da revista feminina The Woman’s World, além de passar a manter relações homoafetivas. Em 1890, a pedido do editor da revista literária Lippincott’s, publicou a primeira versão de O Retrato de Dorian Gray, romance que lhe renderia fama, resenhas acusatórias e o relacionamento com Alfred Douglas, jovem que seria seu principal amante. Estreou com grande sucesso as peças O Leque de Lady Windermere (1892), Uma Mulher sem Importância (1893), A Importância de ser Prudente (1894) e Um Marido Ideal (1895), produziu o poema longo A Esfinge (1894), ilustrado por Charles Ricketts e a peça composta em francês Salomé (1893), com escandalosas ilustrações de Aubrey Beardsley. 
Essas obras e sua persona privada renderam a Wilde a fama de homossexual ― o que era crime na Inglaterra ― como também a de defensor do decadentismo, movimento estético criticado pelos ingleses como dissoluto, imoral e degradante. Fofocas, preconceitos e desafetos levaram Wilde ao banco dos réus em 1895, após processar o pai de Douglas por difamação. Alfred, ao invés de evitar o conflito, o fomenta, resultando na condenação de Wilde a dois anos de trabalhos forçados na Prisão de Reading. Lá, Wilde escreveu uma longa carta a Douglas, posteriormente publicada sob o título De Profundis, um tratado estético no qual avalia sua derrocada e narra sua relação com o amante. Wilde deixa a prisão em 1897 e se reconcilia com Douglas, o que levou ao divórcio de Constance e ao desprezo de amigos. Nesse período, produziu sua última obra de relevo, “A Balada da Prisão de Reading”, se mudou para Paris, onde viveu em condições deploráveis, com o auxílio de amigos e apoiadores. Em 1900, Wilde faleceu em decorrência da meningite e foi enterrado numa vala comum no cemitério de Bagneux. 
Cinquenta anos depois, seus ossos foram transferidos para o cemitério parisiense Père-Lachaise, onde o profeta e mártir do esteticismo descansa ao lado de célebres artistas, um reconhecimento que infelizmente não marcou seus últimos anos de vida.

23 de setembro de 2023

𝕯𝖎𝖈𝖆 𝖉𝖊 𝕷𝖊𝖎𝖙𝖚𝖗𝖆: 𝕮𝖑𝖆𝖗𝖎𝖈𝖊 𝕷𝖎𝖘𝖕𝖊𝖈𝖙𝖔𝖗 - 𝕿𝖔𝖉𝖆𝖘 𝖆𝖘 𝕮𝖆𝖗𝖙𝖆𝖘

Todas as cartas reúne correspondências escritas por Clarice Lispector ao longo de sua vida. A seleção de cartas, das quais cerca de meia centena é inédita para o público, configura um acervo fundamental para compreender a trajetória literária da escritora. 
Ponto alto de Todas as cartas, o conjunto de correspondências inéditas endereçadas aos amigos escritores tem entre os destinatários João Cabral de Melo Neto, Rubem Braga, Lêdo Ivo, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Natércia Freire e Mário de Andrade. As correspondências foram organizadas por décadas – dos anos 1940 a 1970 – e contam com notas da biógrafa Teresa Montero, que contextualizam o material no tempo, no espaço e nas inúmeras citações a personalidades e referências culturais. 
Com grande material inédito, o volume resultou de longa pesquisa realizada pela jornalista Larissa Vaz, sob orientação de biógrafos e da família, para trazer uma visão integral da pessoa e da escritora. A publicação da correspondência de grandes escritores constitui-se em importante acontecimento literário, pois o autor mantém a inspiração, o lirismo e o humor ao escrever cartas, que chegam a ser tão ou mais fascinantes e criativas quanto seus próprios livros.
Clarice viveu quase duas décadas no exterior e se correspondeu sempre para cultivar o afeto da família e dos amigos e para tratar da publicação dos seus livros. Apesar de afirmar que “não sabia escrever cartas”, suas cartas são tão interessantes quanto seus romances, contos e crônicas.
Editora: ‎Rocco; 
1ª edição (25 setembro 2020) 
Idioma: ‎Português 
Capa dura: ‎864 páginas
Disponível: AMAZON

Sobre o Autor:
Clarice Lispector, nascida Chaya Pinkhasivna Lispector OMC (em ucraniano: Хая Пінкасiвна Ліспектор; romaniz.: Chaya Pinkhasivna Lispector; nascida em Chechelnyk, Oblast de Vinítsia, República Popular da Ucrânia, em 10 de dezembro de 1920 — falecida no Rio de Janeiro, RJ, Brasil, em 9 de dezembro de 1977), mais conhecida profissionalmente como Clarice Lispector, foi uma escritora e jornalista ucraniana de origem judaica russa (asquenaz), naturalizada brasileira e radicada no Brasil. Autora de romances, contos e ensaios, é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, reputando-se como uma de suas principais características a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano. Quanto às suas identidades nacional e regional, declarava-se brasileira e pernambucana. Nasceu numa família judaica russa que perdeu suas rendas com a Guerra Civil Russa e se viu obrigada a emigrar em decorrência da perseguição a judeus, que, à época, resultou em diversos extermínios em massa. A futura escritora chegou ao Brasil, ainda pequena, em 1922, com seus pais e suas duas irmãs. Clarice dizia não ter nenhuma ligação com a Ucrânia — "Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo" — e que sua verdadeira pátria era o Brasil. Inicialmente, a família passou um breve período em Maceió, até se mudar para o Recife, onde Clarice cresceu e onde, aos oito anos, perdeu a mãe. Aos quatorze anos de idade, transferiu-se com o pai e as irmãs para o Rio de Janeiro, na Tijuca, na Rua Mariz e Barros, 241, local onde a família se estabilizou e onde o seu pai viria a falecer, em 1940. Estudou Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, conhecida como Universidade do Brasil, apesar de, na época, ter demonstrado mais interesse pelo meio literário, no qual ingressou precocemente como tradutora, logo se consagrando como escritora, jornalista, filósofa, contista e ensaísta, tornando-se uma das figuras mais influentes da Literatura brasileira e do Modernismo, sendo considerada uma das principais influências da nova geração de escritores brasileiros. É incluída pela crítica especializada entre os principais autores brasileiros do século XX. Suas principais obras marcam cada período de sua carreira. Perto do Coração Selvagem foi seu livro de estreia, publicado quando Clarice tinha 24 anos de idade; Laços de Família, A Paixão segundo G.H., A Hora da Estrela e Um Sopro de Vida são seus últimos livros publicados. Morreu em 1977, um dia antes de completar 57 anos, em decorrência de um câncer de ovário. Deixou dois filhos e uma vasta obra literária composta de romances, novelas, contos, crônicas, literatura infantil e entrevistas.

16 de setembro de 2023

𝕯𝖎𝖈𝖆 𝖉𝖊 𝕷𝖊𝖎𝖙𝖚𝖗𝖆: 𝕮𝖑𝖆𝖗𝖎𝖈𝖊 𝕷𝖎𝖘𝖕𝖊𝖙𝖔𝖗 - 𝕿𝖔𝖉𝖆𝖘 𝖆𝖘 𝕮𝖗𝖔̂𝖓𝖎𝖈𝖆𝖘

Todas as crônicas reúne pela primeira vez em um só volume a íntegra da obra de Clarice Lispector como cronista, apresentando mais de uma centena de textos inéditos. “Aquela sexta-feira 18 de agosto de 1967 foi especialmente tensa na redação do Caderno B. Pesava sobre nós uma dupla responsabilidade, inaugurar na manhã seguinte a presença do suplemento aos sábados, e apresentar Clarice Lispector como cronista. Ela disse logo a que vinha. 
Rompendo com a tradição da crônica corrida, ocupou seu espaço na segunda página com vários textos curtos, uma verdadeira amostra daqueles que seriam seus temas centrais ao longo dos próximos seis anos: a relação mãe/filho, a revolta contra a resignação, a busca do eu, os desvãos do pensamento, e a transformação do fato cotidiano em pura metafísica.” 
Do prefácio de Marina Colasanti “Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra.” – Jornal do Brasil, 11 de maio de 1968.
Editora: Rocco; 
1ª edição (1 agosto 2018) 
Idioma: ‎Português 
Capa dura: 712 páginas
Disponível: AMAZON
Sobre o Autor:
Clarice Lispector, nascida Chaya Pinkhasivna Lispector OMC (em ucraniano: Хая Пінкасiвна Ліспектор; romaniz.: Chaya Pinkhasivna Lispector; nascida em Chechelnyk, Oblast de Vinítsia, República Popular da Ucrânia, em 10 de dezembro de 1920 — falecida no Rio de Janeiro, RJ, Brasil, em 9 de dezembro de 1977), mais conhecida profissionalmente como Clarice Lispector, foi uma escritora e jornalista ucraniana de origem judaica russa (asquenaz), naturalizada brasileira e radicada no Brasil. Autora de romances, contos e ensaios, é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, reputando-se como uma de suas principais características a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano. Quanto às suas identidades nacional e regional, declarava-se brasileira e pernambucana. Nasceu numa família judaica russa que perdeu suas rendas com a Guerra Civil Russa e se viu obrigada a emigrar em decorrência da perseguição a judeus, que, à época, resultou em diversos extermínios em massa. A futura escritora chegou ao Brasil, ainda pequena, em 1922, com seus pais e suas duas irmãs. Clarice dizia não ter nenhuma ligação com a Ucrânia — "Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo" — e que sua verdadeira pátria era o Brasil. Inicialmente, a família passou um breve período em Maceió, até se mudar para o Recife, onde Clarice cresceu e onde, aos oito anos, perdeu a mãe. Aos quatorze anos de idade, transferiu-se com o pai e as irmãs para o Rio de Janeiro, na Tijuca, na Rua Mariz e Barros, 241, local onde a família se estabilizou e onde o seu pai viria a falecer, em 1940. Estudou Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, conhecida como Universidade do Brasil, apesar de, na época, ter demonstrado mais interesse pelo meio literário, no qual ingressou precocemente como tradutora, logo se consagrando como escritora, jornalista, filósofa, contista e ensaísta, tornando-se uma das figuras mais influentes da Literatura brasileira e do Modernismo, sendo considerada uma das principais influências da nova geração de escritores brasileiros. É incluída pela crítica especializada entre os principais autores brasileiros do século XX. Suas principais obras marcam cada período de sua carreira. Perto do Coração Selvagem foi seu livro de estreia, publicado quando Clarice tinha 24 anos de idade; Laços de Família, A Paixão segundo G.H., A Hora da Estrela e Um Sopro de Vida são seus últimos livros publicados. Morreu em 1977, um dia antes de completar 57 anos, em decorrência de um câncer de ovário. Deixou dois filhos e uma vasta obra literária composta de romances, novelas, contos, crônicas, literatura infantil e entrevistas.