9 de junho de 2024

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COMO ร‰ POSSรVEL QUE UM ASPIRANTE A GUITARRISTA SEM DOIS DEDOS TENHA INVENTADO UM GรŠNERO MUSICAL BASEADO JUSTAMENTE EM RIFFS DE GUITARRA?

“Sem Tony, o heavy metal nรฃo existiria. Ele รฉ o criador! Tony รฉ uma lenda. Ele pegou o rock and roll e o transformou em heavy metal.”

Eddie Van Halen

"O livro conduz o leitor por toda a vida pessoal de Iommi e sua carreira musical inovadora... Uma leitura fantรกstica e cheia de pequenas, mas surpreendentes revelaรงรตes pessoais... Qualquer fรฃ do Black Sabbath vai curtir muito esse livro."

Ultimate Classic Rock

Essa รฉ a histรณria definitiva do pai fundador do heavy metal. Com o Black Sabbath, ele construiu o alicerce de onde toda mรบsica pesada se origina. Nas palavras de Eddie Van Halen: “Ele รฉ o criador do peso. Ele pegou o rock ‘n’ roll e o transformou em heavy metal”. Com capรญtulos curtos e saborosos, essa autobiografia, com nova traduรงรฃo, cobre todas as fases da vida do artista. A infรขncia em Birmingham, a descoberta da mรบsica, o acidente que mudou sua vida e todas as conquistas e loucuras que vieram depois, quando o Sabbath imprimiu seu nome no panteรฃo dos grandes nomes do rock.

“O Sr. Iommi tambรฉm รฉ conhecido como O Mestre dos Riffs. Sรณ estou no lugar que ocupo hoje por culpa dele.”

James Hetfield

“Tony Iommi รฉ o verdadeiro pai do heavy metal, um gรชnio criativo inesgotรกvel, mestre dos riffs e um dos grandes seres humanos do mundo.”

Brian May

“O Black Sabbath continua sendo a base – o alicerce de onde todo o heavy metal se origina.”

Ian Christe, autor de Heavy Metal: A histรณria completa

“Um acrรฉscimo importante para a histรณria do Black Sabbath… A autobiografia de Iommi รฉ tรฃo direta quanto a sua mรบsica.”

Publishers Weekly

“Com muitas histรณrias de bastidores e novas perspectivas sobre alguns dos personagens mais notรณrios da mรบsica... [...] Um olhar franco e honesto sobre uma parte especial da histรณria do rock.”

Booklist

“Iommi tem uma histรณria que precisa ser contada.”

USA Today

“Iommi conta sua histรณria de maneira simples e cronolรณgica, tornando mais fรกcil para qualquer um pegar o ritmo da narrativa veloz. E sim, embora haja muitas travessuras movidas a drogas, nรฃo hรก dรบvida de que o foco estรก na mรบsica, como deveria ser.”

USA Today

“Iron Man รฉ provavelmente o relato oficial do Black Sabbath, vindo do homem que viveu e respirou a banda por dรฉcadas.”

PopMatters

“Uma leitura fascinante.”

Buffalo News

“Sempre o cara quieto, o homem responsรกvel por jogar carvรฃo na fornalha do Sabbath enquanto o vocalista Ozzy Osbourne interpretava o bufรฃo demente e adorรกvel na frente, Iommi รฉ (talvez surpreendentemente, dada a reputaรงรฃo do Sabbath) um homem pensativo e reflexivo, cuja visรฃo da histรณria do Sabbath รฉ certamente a definitiva.”

Buffalo News

"[Iommi] fala com honestidade e firmeza sobre sua infรขncia difรญcil, o acidente que quase encerrou sua carreira, seus casamentos fracassados, tragรฉdias pessoais, batalhas com vรญcios, companheiros de banda, amigos famosos, a filha recรฉm-descoberta e os altos e baixos de sua vida como artista.”

AOL Noisecreep
"Era o meu รบltimo dia de trabalho. Depois que voltei do intervalo pro almoรงo, apertei o pedal e a prensa caiu bem na minha mรฃo direita. Quando, no reflexo, puxei a mรฃo, as pontas dos dedos foram arrancadas. Os ossos ficaram expostos. Eu nรฃo conseguia acreditar naquilo. Tinha sangue para todo o lado."
"Antes do acidente, tocava acordes cheios, que geralmente nรฃo consigo mais fazer, entรฃo compenso fazendo-os soarem mais encorpados. Foi assim que desenvolvi um estilo de tocar que se adequa ร  minha limitaรงรฃo fรญsica. ร‰ um estilo nada convencional, mas funciona pra mim."

"Querรญamos fazer outra banda e comeรงamos a procurar vocalistas. Fomos a uma loja de instrumentos musicais e vimos um cartaz em que estava escrito: “Ozzy Zig estรก procurando uma banda, tem o prรณprio P.A.”. Falei pro Bill: “Conheรงo um Ozzy, mas nรฃo pode ser o mesmo cara”. Pegamos o carro e fomos ao endereรงo indicado no cartaz, batemos na porta, a mรฃe dele atendeu e a gente falou: “O Ozzy estรก?”. Ela respondeu: “Estรก, sรณ um minuto”. Ela se virou e gritou: “John, รฉ pra vocรช”. E, quando ele chegou ร  porta, falei para o Bill: “Ah, nรฃo, esquece. Conheรงo esse cara”."

"Como os palcos eram pequenos, a gente se amontoava neles. O Ozzy ficava pairando na minha frente, mas depois, quando fomos para palcos maiores, ele passou a ficar ร  esquerda, em frente ao meu equipamento, e eu fui pro meio do palco. Nรฃo me pergunte o motivo, pois nรฃo sei responder. Era estranho, mas eu gostava. O centro do palco รฉ o melhor lugar pra escutar como o som todo estรก saindo. Continuamos assim atรฉ ele deixar a banda. O Ozzy sรณ foi pro centro do palco quando voltou pra banda muito tempo depois, nos anos 1990."

"Eu tinha acabado de criar o riff de “Black Sabbath”. Toquei “dom-dom-dommm”. E foi tipo: “ร‰ isso aรญ!”. Criamos a mรบsica a partir daรญ. Assim que toquei aquele primeiro riff, todos nรณs falamos: “Meu Deus, รฉ bom demais. Mas o que รฉ isso? Sei lรก!”. Era um negรณcio simples, mas tinha uma atmosfera. Sรณ depois descobri que eu tinha usado o “intervalo do diabo”, uma progressรฃo de acordes tรฃo sombria, que na Idade Mรฉdia a Igreja a tinha proibido de ser tocada. Eu nรฃo tinha ideia, aquilo saiu de algo que eu sentia por dentro. Foi como se tivesse sido arrancado de mim ร  forรงa, aquelas coisas estavam surgindo desse jeito. Aรญ todo mundo comeรงou a acrescentar partes e no final achamos que ficou maravilhoso. Muito estranho, mas bom. Estรกvamos chocados, mas sabรญamos que tรญnhamos alguma coisa ali."

"Todas as nossas mรบsicas tinham mais de 5 minutos. Nunca havรญamos feito uma de 3 minutos, entรฃo a “Paranoid” era um treco descartรกvel: “Essa aรญ vai ser o tapa-buraco”. Nunca imaginamos que ela seria o hit. De todas as nossas mรบsicas, ela รฉ sempre a que as pessoas colocam em coletรขneas, usam como trilha sonora na TV e em filmes. E levamos uns 4 minutos pra escrevรช-la."

"Nunca subo no palco sem a minha cruz. Quando estou em turnรช, sempre cuido muito bem de duas coisas: da cruz e dos dedais."

"Tocamos “Sweet Leaf” chapados, jรก que naquela รฉpoca fumรกvamos muita maconha. Quando eu estava gravando uma parte acรบstica para alguma outra mรบsica, o Ozzy levou um baseado gigante pra mim e falou: “Dรก uma bolinha aรญ”. Minha cabeรงa explodiu de tanto tossir, eles gravaram aquilo e foi o que usamos no inรญcio de “Sweet Leaf”. Que adequado: abrir uma mรบsica sobre maconha tossindo... e aquela รฉ a melhor performance vocal de toda a minha carreira!"
Trecho. © Reimpressรฃo autorizada. Todos os direitos reservados
Editora: ‎ Belas-Letras; 1ยช ediรงรฃo (5 agosto 2021) Idioma: ‎ Portuguรชs Capa comum: ‎ 400 pรกginas
Sobre o Autor
Tony Iommi รฉ conhecido mundialmente por ser guitarrista e membro fundador da banda britรขnica de metal Black Sabbath e do projeto Heaven & Hell com o vocalista Dio. Foi considerado o 25ยบ melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. ร‰ amplamente considerado o principal contribuidor na criaรงรฃo do Heavy Metal. A Rolling Stone descreveu Iommi como o "Rei do Riffs", com as faixas de Iron Man, Paranoid e War Pigs.
Disponรญvel: AMAZON

2 de junho de 2024

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“Todo o acesso que Mick Wall teve ร  banda e sua atenรงรฃo aos detalhes tornam esta a biografia definitiva do Led Zeppelin. Um livro essencial para todos aqueles que querem conhecer — ou reviver — uma era em que os astros de rock dominavam o mundo.”
Publisher’s Weekly
“Nesta biografia, mais do que humanizar alguns dos maiores mitos da histรณria do rock, Mick Wall lhe dรก corpo e alma ao revelar seus segredos mais bem guardados.”
Classic Rock
“A melhor biografia jรก lanรงada de uma das maiores bandas de todos os tempos.”
Daily TelegraPhy
Nesta biografia considerada o relato definitivo da carreira meteรณrica de um dos fundadores da mรบsica pesada, o lendรกrio jornalista de rock Mick Wall reรบne entrevistas realizadas com os membros do Led Zeppelin ao longo de mais de quatro dรฉcadas, uma vasta pesquisa em jornais e revistas, consultas a profissionais e amigos que tambรฉm fizeram a histรณria da banda e suas prรณprias recordaรงรตes de shows e turnรชs para compor um retrato vรญvido, muitas vezes polรชmico, mas assustadoramente real dos gรชnios do rock’n’roll que atรฉ hoje influenciam geraรงรตes de mรบsicos e fรฃs.

Acompanhando a trajetรณria de cada membro da banda desde a infรขncia — o catรกrtico Robert Plant, o sombrio Jimmy Page, o multifacetado Paul Jones e o incontrolรกvel John Bonham — Wall resgata histรณrias de bastidores, desnudando como nunca a intimidade dos mรบsicos muito alรฉm dos palcos e dos estรบdios de gravaรงรฃo.

Wall revela com detalhes a verdadeira obsessรฃo de Page pelo oculto, as tragรฉdias que marcaram a vida de Plant, como a morte de um de seus filhos em um acidente de carro, as muitas brigas entre Jones e os demais membros do Led Zeppelin e o espรญrito destrutivo de Bonham que culminaram em sua morte prematura em 1980 e no fim de uma das maiores bandas de todos os tempos.

O livro investiga ainda temas polรชmicos, como os muitos processos de plรกgio enfrentados pela banda, a rotina de sexo, drogas e rock’n’roll que cobrou um preรงo muito caro de cada um dos integrantes, os eternos rumores sobre um possรญvel retorno e as maldiรงรตes que, segundo alguns, ainda rondam o nome Led Zeppelin.
Mais do que uma biografia de uma banda de rock tรฃo lendรกria quanto virtuosa, Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra รฉ a histรณria de um tempo em que astros de rock eram deuses e tinham o mundo aos seus pรฉs.
Editora: ‎ Globo; 2ยช ediรงรฃo (9 janeiro 2016) Idioma: ‎ Portuguรชs Capa comum: ‎ 568 pรกginas
Disponรญvel: AMAZON

24 de maio de 2024

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A HISTร“RIA DO รšNICO MรšSICO QUE PARTICIPOU DE TODOS OS รLBUNS DO PINK FLOYD.
Pink Floyd รฉ uma banda que atravessa geraรงรตes, nรฃo apenas por seus quarenta anos de existรชncia, mas pela potรชncia de sua mensagem. E o que o รบnico membro que esteve em todas as formaรงรตes pode nos contar sobre o que hรก por trรกs dela? Nick Mason, o baterista que integrou Pink Floyd desde o inรญcio modesto na cena underground atรฉ os mais estrondosos shows em estรกdios, conta com bom-humor e muita ironia o que levou a banda a se tornar o รญcone que รฉ hoje – incluindo suas memรณrias, mas tambรฉm diversas entrevistas, uma linha do tempo meticulosa e fotos do arquivo pessoal de Mason. Perfeito para novos fรฃs conhecerem o lado escuro da banda e um prato cheio para fรฃs antigos incrementarem seu conhecimento.

“Um verdadeiro prazer – uma histรณria rica, engraรงada e fascinante do Pink Floyd. Nick รฉ um guia maravilhosamente sarcรกstico e lacรดnico.”
– Peter Gabriel

“Mason poderia muito bem ter trilhado uma carreira como escritor. Tem um estilo comedido e organizado que leva com objetividade e sagacidade… Ele escreve com a calma autoridade de alguรฉm que esteve de fato presente ร  รฉpoca… Uma das melhores histรณrias do panteรฃo do rock.”
– David Sinclair, The Guardian

“Gargalhei tantas vezes que minha esposa achou que eu estava com sรญndrome de Tourette. ร‰ tรฃo bem escrito, cheio de detalhes, autodepreciativo e engraรงado. Um livro original – um inteligente e esclarecido livro de memรณrias do rock and roll, repleto de sinceridade e sagacidade.”
– Alan Parker

“O fato de este homem conseguir lembrar qualquer coisa da orgia que chama de carreira รฉ um milagre – uma visรฃo incrรญvel de uma vida que a maioria de nรณs mataria para ter.”
– Ruby Wax

“Com um humor mais afiado que faca de aรงougueiro e um charme que nos faz baixar a guarda como se fosse uma forรงa de paz da ONU, Nick Mason nos dรก um solo de bateria literรกrio por excelรชncia.”
– Kathy Lette

“Nรฃo restam muitas histรณrias no rock tรฃo importantes quanto a do Pink Floyd. E duvido que alguรฉm possa contar essa histรณria tรฃo bem quanto o homem paciente e sagaz que viu tudo acontecer detrรกs da bateria.”
– Paul du Noyer, fundador da revista Mojo

“Um acrรฉscimo inteligente e espirituoso ao cรขnone de valiosas biografias do mundo do rock.”
– Ian Rankin, Herald

“Tรฃo encantadoramente inglรชs quanto tomar Pimm’s e ter insolaรงรฃo em um agradรกvel dia de verรฃo. Poucos fรฃs do Pink Floyd vรฃo querer perder isso.”
– Revista Q

“Desprendimento jovial, humor envolvente, sempre legรญvel.”
– Dominic Maxwell, Time Out

“Longe de ser um hino de louvor ao grandioso Pink Floyd. A histรณria que o baterista Nick Mason conta รฉ divertida e irrestritamente desrespeitosa ร  banda”
– Robert Sandall, Sunday Times

“Com muitas imagens inรฉditas do arquivo pessoal de Mason, o livro celebra o fato pouco notado de que o Pink Floyd era um grupo extremamente fotogรชnico.”
– Revista Word

“Seguindo a trajetรณria da banda desde os primรณrdios atรฉ as imagens e sons que lotaram estรกdios e hoje fazem parte do Pink Floyd, as mudanรงas no rock e sua tecnologia tornam este livro uma leitura estranhamente fascinante.”
– Sunday Express

Editora:Belas-Letras; 
Nick Mason ediรงรฃo (31 julho 2023) 
Idioma: Portuguรชs 
Capa dura: 528 pรกginas
Disponรญvel: AMAZON

Trecho. © Reimpressรฃo autorizada. Todos os direitos reservados
Dias de Poli Roger Waters sรณ se dignou a falar comigo depois de praticamente seis meses estudando juntos na faculdade. Uma tarde, enquanto tentava ignorar o burburinho de outros quarenta estudantes de arquitetura para que pudesse me concentrar no desenho tรฉcnico ร  minha frente, a sombra longa e distinta de Roger projetou-se sobre minha prancheta de desenho. Embora tivesse ignorado minha existรชncia persistentemente atรฉ aquele momento, Roger havia finalmente reconhecido em mim um espirito musical como o dele, preso no corpo de um arquiteto em desenvolvimento. 
Os caminhos malfadados de Virgem e Aquรกrio haviam ditado nosso destino e estavam forรงando Roger a procurar uma forma de unir nossas mentes em uma grande aventura criativa. Nรฃo, nรฃo, nรฃo. Estou tentando inventar o mรญnimo possรญvel. Roger sรณ se aproximou de mim porque queria meu carro emprestado. O veรญculo em questรฃo era um Austin Seven “Chummy” 1930, que eu tinha comprado por vinte libras. A maioria dos outros adolescentes da รฉpoca provavelmente teria escolhido algo mais prรกtico, como um Morris 1000 Traveller, mas meu pai havia incutido em mim um amor por carros antigos, e fornecido esse carro em particular. Com a ajuda dele, aprendi a manter o “Chummy” funcional. Apesar disso, Roger devia estar desesperado para pedi-lo emprestado. O Austin era tรฃo lento que uma vez tive que dar carona a uma pessoa por puro constrangimento, porque estava indo tรฃo devagar que o sujeito achou que eu estava efetivamente parando para lhe oferecer uma carona. Eu disse a Roger que o carro nรฃo podia circular, o que nรฃo era totalmente verdade. 

Parte de mim estava relutante em emprestรก-lo para qualquer pessoa, mas acho que tambรฉm achei Roger um tanto quanto ameaรงador. Quando ele me viu dirigindo o Austin pouco tempo depois, teve a primeira prova de minha inclinaรงรฃo a ocupar aquela terra de ninguรฉm entre a falsidade e a diplomacia. Em uma ocasiรฃo anterior, Roger havia interpelado Rick Wright, tambรฉm aluno de nossa turma, e lhe pedido um cigarro, recebendo um nรฃo bem direto. Foi um sinal prematuro da lendรกria generosidade de Rick. Esses primeiros contatos sociais triviais – durante a primavera de 1963 – continham as sementes dos relacionamentos que apreciarรญamos e suportarรญamos ao longo dos anos seguintes. O Pink Floyd surgiu de dois grupos de amigos concomitantes: um ficava baseado em Cambridge, de onde vieram Roger, Syd Barrett, David Gilmour e outras pessoas que viriam a ter relaรงรตes futuras com o Pink Floyd. O outro – Roger, Rick e eu – juntou-se no primeiro ano de um curso de arquitetura da Escola Politรฉcnica de Regent Street, em Londres, que รฉ onde comeรงam minhas lembranรงas de nossa histรณria em comum. 

Na verdade, eu jรก tinha me aposentado como baterista quando cheguei ร  Poli (desde entรฃo renomeada Universidade de Westminster). A faculdade ficava na Little Titchfield Street, perto da Oxford Street, no centro do West End. A Poli, em retrospectiva, parece pertencer a uma era passada, com painรฉis de madeira antiquados que lembram uma enorme escola pรบblica utilitarista. Atรฉ onde me recordo, nรฃo havia qualquer equipamento no local alรฉm de utensรญlios para fazer chรก, mas a Poli – no coraรงรฃo da regiรฃo da indรบstria de vestuรกrio, perto da Great Titchfield Street e da Great Portland Street – era cercada de cafeterias que ofereciam ovos, linguiรงa e batatas fritas atรฉ meio-dia, quando bife, torta de rim e rocambole recheado com geleia eram o menu du jour. 

A escola de arquitetura ficava em um prรฉdio que abrigava uma sรฉrie de outros cursos relacionados e havia se tornado uma instituiรงรฃo respeitada. Ainda havia uma abordagem um tanto quanto conservadora em relaรงรฃo ao ensino: em Histรณria da Arquitetura, o professor entrava e desenhava no quadro uma representaรงรฃo imaculada da planta baixa do Templo de Khonsu, em Karnak, e esperava que copiรกssemos, assim como vinham fazendo hรก trinta anos. No entanto, a escola havia introduzido recentemente a ideia de professores peripatรฉticos e recebeu alguns arquitetos visitantes que estavam na linha de frente de novas ideias, incluindo Eldred Evans, Norman Foster e Richard Rodgers. A faculdade claramente tinha um bom olho para a forma. 

Eu havia esbarrado no estudo da arquitetura sem grandes ambiรงรตes. Certamente tinha interesse no assunto, mas nรฃo estava particularmente comprometido com ele como carreira. Acho devia pensar que ser arquiteto poderia ser uma forma de ganhar a vida tรฃo boa quanto qualquer outra. Mas tambรฉm nรฃo passava meu tempo na faculdade sonhando em me tornar mรบsico. 

Quaisquer aspiraรงรตes adolescentes nesse รขmbito tinham sido ofuscadas pela chegada de minha carteira de motorista. Apesar de minha falta de ambiรงรฃo fervorosa, o curso oferecia uma variedade de disciplinas – incluindo belas-artes, artes grรกficas e tecnologia – que acabou servindo como uma educaรงรฃo completa, e que provavelmente explica por que Roger, Rick e eu, em maior ou menor grau, compartilhรกvamos de um entusiasmo diante das possibilidades oferecidas pela tecnologia e pelos efeitos visuais. Em anos posteriores, nรณs nos envolverรญamos amplamente em tudo, desde a construรงรฃo de torres de iluminaรงรฃo atรฉ a arte da capa dos discos e design de estรบdio e de palco. Nosso conhecimento em arquitetura nos permitiu o luxo de fazer comentรกrios relativamente informados sempre que contratรกvamos especialistas. ร€queles interessados em conexรตes tรชnues, meu interesse na mistura entre tรฉcnico e visual provavelmente veio de meu pai, Bill, diretor de documentรกrios. 

Quando eu tinha dois anos, ele aceitou um emprego na divisรฃo de filmes da Shell e nos mudamos do subรบrbio de Edgbaston, em Birmingham, onde eu nasci, para o norte de Londres, onde passei meus anos de formaรงรฃo. Embora meu pai nรฃo fosse particularmente musical, sem dรบvida era interessado em mรบsica, em especial quando diretamente relacionada a um de seus filmes. Nesses casos, podia ficar bem entusiasmado por mรบsica, desde grupos de percussรฃo jamaicanos atรฉ seรงรตes de cordas, jazz ou as loucas divagaรงรตes elรฉtricas de Ron Geesin. Ele tambรฉm era fascinado por equipamentos de gravaรงรฃo, discos de teste estรฉreo, efeitos sonoros e carros de corrida, em vรกrias combinaรงรตes, e todos esses interesses foram herdados por mim. No entanto, havia um indรญcio de heranรงa musical na famรญlia: meu avรด materno, Walter Kershaw, tocou em um grupo de banjo com seus quatro irmรฃos e teve uma composiรงรฃo publicada, chamada “The Grand State March”. Minha mรฃe, Sally, era uma pianista talentosa, cujo repertรณrio incluรญa o hoje extremamente politicamente incorreto “Golliwog's Cakewalk”, de Debussy. 

A seleรงรฃo de discos de 78 rpm em casa era ainda mais eclรฉtica, incluindo obras clรกssicas, canรงรตes de trabalhadores comunistas interpretadas pelo Coro do Exรฉrcito Vermelho, “The Teddy Bears’ Picnic” e “The Laughing Policeman”. Sem dรบvida, traรงos dessas influรชncias podem ser encontradas em nossa mรบsica – deixo a investigaรงรฃo para outras pessoas com mais energia. Fiz algumas aulas de piano, assim como de violino, mas elas nรฃo foram capazes de revelar um prodรญgio musical e ambos instrumentos foram abandonados. Tambรฉm devo confessar uma atraรงรฃo misteriosa por Fess Parker cantando “The Ballad Of Davy Crockett”; single lanรงado no Reino Unido em 1956. Mesmo naquela รฉpoca a relaรงรฃo profana entre mรบsica e mercadoria claramente jรก existia, e eu logo estava ostentando um chapรฉu de pele de guaxinim sintรฉtica realรงado por sua cauda extravagante. 

Eu devia ter por volta de doze anos quando o rock invadiu minha consciรชncia pela primeira vez. Lembro-me de me esforรงar para permanecer acordado pelas exortaรงรตes de Horace Batchelor a seu sistema de apostas improvรกveis na Radio Luxembourg, na esperanรงa de ouvir “Rocking To Dreamland”. Ajudei “See You Later Alligator”, de Bill Haley, a chegar ร  lista das Dez Mais do Reino Unido em marรงo de 1956 comprando o disco em 78 rpm na loja de materiais elรฉtricos da vizinhanรงa e, mais tarde naquele mesmo ano, mergulhei em “Don’t Be Cruel” de Elvis Presley: ambos foram tocados no novo gramofone de รบltima geraรงรฃo da famรญlia, que era elรฉtrico e se conectava a um aparelho que parecia um cruzamento dos gabinetes feitos na รฉpoca de Luรญs XIV e um painel de Rolls-Royce. Aos treze anos, obtive meu primeiro LP: Rock‘n’Roll, de Elvis Presley. Esse disco inspirador foi o primeiro LP de pelo menos dois outros membros do Pink Floyd e de quase toda nossa geraรงรฃo de mรบsicos de rock. Nรฃo se tratava apenas de uma mรบsica nova e fantรกstica, mas, para um adolescente rebelde, tambรฉm tinha o frisson adicional de causar nos pais a mesma reaรงรฃo normalmente reservada a uma aranha de estimaรงรฃo. 

Foi mais ou menos nessa รฉpoca que eu saรญ com minha mochila, calรงas de flanela curtas e jaqueta de colegial – esta รบltima rosa, com acabamento preto e um broche da cruz de malta – para ver uma apresentaรงรฃo de Toomy Steele em um programa de variedades no leste de Londres. Fui sozinho. Aparentemente, nenhum dos meus amigos da escola estava tรฃo entusiasmado. Tommy era a atraรงรฃo principal e o restante era terrรญvel. Comediantes, malabaristas e outros refugiados das music halls inglesas esforรงavam-se par esvaziar o salรฃo antes de Tommy entrar, mas eu persisti. E, devo dizer, ele foi fantรกstico. Cantou “Singing the Blues” e “Rock with the Caveman” e parecia exatamente igual a como estava no Six-Five Special, programa popular da televisรฃo do Reino Unido. Nรฃo era Elvis, mas certamente era uma boa alternativa Passados alguns anos, eu tinha me aproximado de um grupo de amigos do bairro que tambรฉm havia descoberto o rock and roll, e pareceu uma excelente ideia formar uma banda. 

O fato de nenhum de nรณs saber tocar era apenas um pequeno detalhe, jรก que nรฃo tรญnhamos nenhum instrumento. Consequentemente, decidir quem tocaria o quรช foi uma espรฉcie de loteria. Minha รบnica ligaรงรฃo com a bateria era ter ganhado um par de vassourinhas de percussรฃo de Wayne Minnow, um amigo jornalista de meus pais. Depois do fracasso de minhas aulas de piano e violino, esta pareceu uma razรฃo perfeitamente legรญtima para eu me tornar baterista. Minha primeira bateria, adquirida na Chas. E. Foote da Denman Street, no Soho, incluรญa um bumbo Gigster, uma caixa de idade e linhagem indeterminadas, chimbal, pratos e um livro de instruรงรตes sobre os mistรฉrios dos flam paradiddles e ratamacues (que ainda estou tentando desvendar). 

Equipado com este arsenal destruidor, juntei-me aos meus amigos e formamos a Hotrods. O grupo tinha Tim Mack na guitarra solo, William Gammell na guitarra base e Michael Kriesky no baixo. Tambรฉm contรกvamos com um saxofonista, John Gregory, embora seu saxofone, que precedia a padronizaรงรฃo da afinaรงรฃo pelo Lรก 440 Hz, estivesse meio tom acima de um modelo novo e, consequentemente, ficasse impossibilitado de tocar em conjunto. Michael, com a ajuda de todos nรณs, havia construรญdo seu baixo do zero. Francamente, os saxรตes teriam tido mais sucesso construindo uma sonda espacial, mas conseguimos chegar ร  vaga aparรชncia externa de um instrumento. 

Embora tivรฉssemos acesso a alguns amplificadores, eram tรฃo constrangedores que, quando posamos para uma foto do grupo, sentimos a obrigaรงรฃo de simular uma caixa de som usando papelรฃo e uma caneta esferogrรกfica. Graรงas ao trabalho do meu pai no cinema, pudemos usar um gravador estรฉreo Grundig novinho. Em vez de perder tempo ensaiando, iniciamos de imediato nossa primeira sessรฃo de gravaรงรฃo. A tรฉcnica de estรบdio envolvia o posicionamento de dois microfones em algum ponto entre a bateria e o amplificador, usando o mรฉtodo de tentativa e erro. Lamentavelmente, essas fitas ainda existem. 

Os Hotrods nunca foram muito alรฉm das inรบmeras versรตes do tema do programa de TV Peter Gunn, e minha carreira na mรบsica parecia destinada ao fracasso. Mas agora eu estudava no Frensham Heights, colรฉgio misto independente em Surrey. Lรก, havia garotas (foi onde conheci Lindy, minha primeira esposa), um clube de jazz, e era permitido usar calรงas compridas depois do terceiro ano. Sim, era a vida sofisticada que eu procurava. Comparando ร  escola anterior, eu gostei muito do tempo que passei no Frensham – o colรฉgio ficava em uma grande casa de campo em um terreno amplo, perto de Hindhead, em Surrey. 

Embora fosse bastante tradicional – em termos de uniforme e exames – o colรฉgio abordava a educaรงรฃo de forma muito mais liberal, e tenho boas lembranรงas dos professores de artes e inglรชs de lรก. Tambรฉm comecei a aprender tรฉcnicas de negociaรงรฃo. Como a escola ficava perto dos lagos de Frensham, eu consegui adquirir uma canoa e, em troca de emprestรก-la ao professor de educaรงรฃo fรญsica, fui liberado dos jogos de crรญquete. Como prova disso, entre as peรงas obrigatรณrias do uniforme havia um caro suรฉter de crรญquete; o meu nunca saiu do pacote original de celofane. A escola usava o salรฃo de bailes da casa de campo para reuniรตes e outros eventos, mas regularmente ele era usado para seu propรณsito original, quando danรงรกvamos valsas, foxtrotes e veletas. No entanto, durante o tempo que passei em Frensham, as danรงas do salรฃo de baile se transformaram em algo mais agitado, embora sem dรบvida precisรกssemos de uma autorizaรงรฃo especial para tocar os รบltimos sucessos – uma tentativa da escola de limitar a invasรฃo da mรบsica pop. Mas tรญnhamos um clube de jazz. 

Nรฃo era algo criado pelos professores, mas uma reuniรฃo informal de alunos: Peter Adler, filho do grande gaitista Larry Adler, estudava naquela escola. Lembro-me dele tocando piano, e talvez tenhamos tentado tocar jazz juntos em algum momento. Era difรญcil atรฉ mesmo ouvir nossos discos de jazz, pois a escola sรณ tinha um toca-discos, e sรณ fomos ter nossos prรณprios aparelhos quando eu jรก estava saindo de lรก. O clube provavelmente estava mais para uma oportunidade de me livrar de fazer algo mais difรญcil e menos agradรกvel, mas pelo menos representou um interesse embrionรกrio pelo jazz. 

Posteriormente, eu passaria um tempo em Londres indo a lugares com o 100 Club para ouvir os lรญderes do movimento trad jazz na Inglaterra, mรบsicos como Cy Laurie e Ken Colyer. No entanto, nunca gostei da parafernรกlia de grande parte do trad jazz – os chapรฉus-coco e os coletes – e parti para o bebop. Ainda sou grande entusiasta do jazz moderno, mas, na adolescรชncia, as tรฉcnicas avanรงadas de execuรงรฃo exigidas eram uma barreira insuperรกvel. Voltei a aperfeiรงoar a bateria do tema de Peter Gunn. Depois de sair da Frensham Heights e passar um ano em Londres aprimorando meus estudos, cheguei ร  Escola Politรฉcnica de Regent Street em setembro de 1962. 

Estudei um pouco, produzi vรกrios trabalhos para meu portfรณlio e assisti a muitas aulas. Todavia, dediquei-me muito ร  tentativa de cultivar um visual adequado, com uma predileรงรฃo por jaquetas de veludo cotelรช e casacos de lรฃ. Tambรฉm tentei fumar um cachimbo. Foi em algum momento durante meu segundo semestre na faculdade que me envolvi com o que a geraรงรฃo mais velha costumava chamar de “mรก influรชncia”, ou seja, Roger.


Sobre o Autor: 
Nick Mason รฉ baterista e compositor inglรชs, mais conhecido por ter sido baterista da banda britรขnica de rock Pink Floyd. Ele foi o รบnico membro da formaรงรฃo original a permanecer atรฉ o final do grupo e a participar de todos os discos. Apesar de escrever poucas mรบsicas para os Pink Floyd, ele contribui com algumas das mais famosas mรบsicas da banda, como "Interstellar Overdrive", "A Saucerful Of Secrets" e "Echoes".